Esta obra nasceu com dor e temor. Dor, porque é impossível assistir ao estado espiritual de muitos púlpitos e comunidades cristãs sem ser afetado. Temor, porque não nos é lícito tocar levianamente naquilo que pertence ao Senhor da Igreja. Ao nos propormos a escrever um livro coletivo sobre a crise do púlpito contemporâneo, sabíamos desde o início que não seria uma tarefa simples nem confortável. Afinal, não se trata apenas de uma análise técnica ou sociológica, mas de uma exposição teológica e espiritual sobre uma das dimensões mais sagradas da fé cristã: a proclamação da Palavra.
Não escrevemos esta obra como críticos distantes ou juízes informais. Escrevemos como membros do Corpo de Cristo, profundamente comprometidos com a edificação da Igreja e conscientes de nossa própria condição diante da verdade que ousamos expor. Não há entre nós um único autor que não se veja também como parte do problema. Todos, de alguma forma, já foram tentados pelo pragmatismo, pela busca por aprovação, pela tentação da performance ou pelo medo do confronto. Por isso, escrevemos não com um olhar superior, mas com um coração quebrantado.
